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Três grandes operadoras de planos de saúde – Amil, Golden Cross e Intermédica – estão interrompendo ou restringindo a venda de planos individuais e por adesão, modalidade que atende principalmente os profissionais liberais. Atualmente, há quase 10 milhões de usuários com convênios médicos individuais no país.

Amil, adquirida pela americana United Health Group em outubro, vai interromper a venda de planos de saúde individuais neste mês, segundo o Valor apurou. A operadora enviou em 23 de maio o pedido para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que tem 30 dias para responder. Segundo fontes do setor, mesmo sem o aval da agência reguladora a operadora pode “dificultar” a entrada de novos usuários de planos individuais, adotando, por exemplo, uma série de exigências e preços elevados. Hoje, a carteira de convênio individual da Amil tem cerca de 1,2 milhão de beneficiários.

Procurada pelo Valor, a Amil informou que está estudando uma readequação de seus planos de saúde individuais e que ainda não há nada definido sobre a interrupção na comercialização. Porém, a reportagem contatou grandes corretoras que informaram ter recebido orientação da própria Amil para não vender mais a modalidade a partir desta segunda quinzena de junho.

A carioca Golden Cross paralisou há cerca de 10 dias a venda de seus planos individuais nas corretoras, o principal canal de venda para esse tipo de convênio. Segundo a operadora, é possível comprar um plano individual da Golden Cross diretamente na operadora, sem intermediários. Mas, ainda de acordo com fontes do setor, essa é uma forma de restringir a comercialização.

Neste mês, a Intermédica também paralisou as vendas de planos por adesão, modalidade em que muitos profissionais liberais adquirem o convênio médico. “Suspendemos a venda por adesão para analisar melhor a massa que já temos. Nossa carteira atual no adesão é de 30 mil vidas”, disse Paulo Barbante, presidente da Intermédica, que desde 2011 também não vende planos individuais.

A Amil era a última grande operadora a oferecer convênio médico para pessoa física. Seguradoras como Bradesco e SulAmérica, por exemplo, já não atuam nesse segmento há muitos anos. Segundo as empresas do setor, o motivo dessa debandada é que o reajuste dos planos de saúde individuais é regulado pela ANS e os aumentos autorizados pela agência ficam aquém da variação dos custos médicos e hospitalares. Com isso, o crescimento desse mercado vem desacelerando (ver ao lado). No ano passado, o número de pessoas com planos individuais cresceu apenas 1,6%. Já no segmento empresarial, onde há a livre negociação entre operadoras e contratantes, o aumento ficou em 3,05%.

Entre as grandes empresas do setor, apenas as Unimeds e a HapVida, que atua no Norte e Nordeste do país, ainda vendem planos de saúde para pessoa física. Questionada sobre a saída de grandes operadoras do segmento de planos individuais, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou, por meio de comunicado, que como órgão regulador do setor está sempre atenta ao assunto e monitora o tema com estudos e análises de cenário.

Fonte: Valor Econômico

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